terça-feira, maio 03, 2011

Quando?

domingo, junho 13, 2010

Perdição

Perdi-me.

Encontro-me aqui?

Augusto.

sexta-feira, julho 13, 2007

É preciso fugir...

Abrir os olhos, lentamente
para não magoar.
Ver a noite cair, lágrimas
impessoais, não são minhas
nem tuas
nem de ninguém.
Dentro da vontade,
o medo do coração.
Elas caem, sem saber,
sem amar
Perderam a razão.
É tarde para isso.
É hora de...
Fechar os olhos
Reabrir
e
Fugir.

Talvez seja tarde fugir, porque nunca fomos capazes de nos encontrar.
É tarde, muito tarde.
E agora ouve-se o que marca, e custa tentar um novo dia sem enfrentar o que magoa. Seria verdade? Talvez, foi verdade no momento.
Agora? Resta a saudade.

Porque temos de fugir. Marca demais a verdade, a fuga sem medo de olhar para trás. E a vontade de não fugir. Guarda-se tanta saudade.
De um momento.

Perfeito.

Francisco Ventura.

quarta-feira, julho 04, 2007

Música.

Estamos sujeitos, todos os dias, a ouvir música, quer seja planeado, quer seja no bonito auto-radio que ainda não conseguiram roubar...

O que mais magoa, é o ouvirmos músicas que sem querer, não queríamos ouvir, talvez porque lembram coisas que não voltam mais, ou outras que não gostávamos que voltassem, ou outras que gostaríamos talvez que voltassem.

Assim ficam alguns cd's que me acordam na estrada, para o mundo, e que doem, talvez porque fomos capazes de contrariar a vontade (contrariedades) e agora perdemos a coragem de a voltar a ter.

É difícil ouvir algumas músicas.

Fica a "Lembra-te de mim" (Mafalda Veiga & João Pedro Pais).

Francisco Ventura.

quinta-feira, maio 03, 2007

Perdemos o Norte.

Perdemos o beijo, talvez porque foi tarde receber, ou não quisemos arriscar dar.
E agora, perdemos o medo, sozinhos, e arrependemos o medo que deixámos sempre transparecer. Porque não queríamos repetir! Porque fomos sempre capazes de o fazer sozinhos.

Hoje?

Somos, sozinhos.

Certamente.

Francisco Ventura.

terça-feira, abril 24, 2007

Words...

"With rue my heart is laden"

Francisco Ventura.

sábado, março 24, 2007

Escondemos tanto do mundo porque temos medo que saibam. Temos medo que saibam que também sabemos o quanto dói.

Estou farto de escrever deprimências... Que raio, faz sentido nunca sabermos quão feliz estamos.

Criámos um mundo em que acreditamos, sem ele não sabemos onde moramos.
Somos felizes?

Talvez.
A escuridão sempre doeu menos que a luz.

Francisco Ventura. (Ou um deles).

sábado, março 10, 2007

As pessoas doem. E cai tudo quanto construímos.

Mais tarde? O reconhecer. Talvez. Não deixa de doer, e esforcei-me tanto por não morrerem. Eles que sempre cá estiveram como parte de mim. Perdi-os na magnificência parva da existência que não quis compreender.

E agora.

Estou sozinho.
Querem voltar?

Que voltem, estou cá sempre para os receber.

Criamos horizontes. Pessoas que queríamos ser enquanto nascemos. Crescemos. E perdemos as forças para os alimentar, e ficamos apenas nós.
Crescemos com eles, é certo. Deixámos morrer quem marcou. Quem doeu cá dentro e ultrapassámos como se não fosse nada. Porque fomos nós, porque foram bocados doentios de nós que queriam dominar o corpo que nem nós conseguimos controlar sozinhos.

Vida.

Francisco Ventura.

quinta-feira, março 01, 2007

Falta de sentimento.

Escrevo porque sim, porque faz falta deixar algumas coisas para trás.

E o que sabemos? Ouvimos música que marca, e faz sentir saudade.

Algo mais importa que isso?
Que sabermos onde fica?
Descer a escadaria?
Que desce lenta?
Muito devagar?
Será isto amor?
Que cresce assim?
Seremos nós a arte?
Feita uma escrita bela?
E que cresce desmesuradamente?
E sai, sem pensar, sem medo de sair fora da escala?

(Mesmo batendo no fundo, pensamento positivo.. Daqui só podemos subir.)

Tentei criar arte.

E borrei a pintura.

Francisco Ventura.

domingo, outubro 15, 2006

Arde.

Custa, custa não saber para onde olhar, custa não saber onde estamos.

E acordo e dói a luz do dia. Dói saber que o mundo não é o nosso e sentir que afinal a vida é bem mais do que soubemos dar-lhe. E rimos, rimos todos felizes, porque sim, porque a vida somos nós.

Seremos, ou acordamos a cada dia, a descobrir um sorriso que nos agrada? Ou a hipocrisia sobe mais que o amanhã, e o mundo somos nós?


Não, o mundo sempre fui eu.
E o meu mundo.
Sós.
Em sofrimento.

Francisco Ventura.

segunda-feira, julho 03, 2006

Esquecimento.

Nem deixaste estancar o sangue da ferida.
Aberta. Como de resto deixaste as interrogações em mim.

Em vez disso, continuaste a passar por lá
As pontas dos dedos. Cravar as unhas
Na carne, a arrancar a marca. Apagá-la.

E com ela, eu. Ou nós.
Nunca percebi qual dos dois querias esquecer.

Filipa Amado.

terça-feira, junho 20, 2006

Chão.(zinho)

Tu.

Algo mais, para vermos além da poeira, e acreditar que há raízes e braços por dentro da terra que pus por cima das feridas. Sentir-me seguro no teu abraço, no teu riso.

Palavras? Acabaram as palavras,
deixaram de ser precisas.
Basta um gesto, a medo.
Rir, sem pensar
destruir as letras,
sentidas...
da palavra ontem.

Filipa Amado.

sexta-feira, maio 12, 2006

Dia, via poesia.

Com paragens
cá estamos.

Uns mais que outros,
perdemos o tempo e sonhamos
tem de ser.

Acordamos, e queremos ver
na noite ficamos
tardiamente.

Até crescermos de novo.
Seremos sempre nós.

Enquanto acreditares que há luz
atrás do povo.
Sim, que atropelámos para chegarmos.

Um ao outro.

E fugirmos.

Porque tem mesmo de ser.

Solitários.
Sentimos.
Solitários.

Filipa Amado.

PS: Tinha tantas saudades de voltar.

terça-feira, maio 09, 2006

Ia criar o post mais curto de sempre.

Sim, fazes-me falta.

Francisco Ventura.

segunda-feira, maio 01, 2006

Relembrar...

Perdi-te estupidamente, por saber que sentia que valia a pena arriscar, assustar-me e arregalar os olhos de cada vez que me apercebia que te amava. O beijo, o aperto cá dentro de sentir que te sentia. O susto de sentir que tinha tido tanto medo de arriscar e que valeu tanto a pena. Amo-te demais para algum dia saberes o que é amar. Sofri, sofro e hei-de sofrer porque apenas consegui ficar com o que nos cobre a alma, as recordações. Somos nós, etéreos, únicos.

Fiquemos por aqui.

Augusto Fonseca.

terça-feira, abril 18, 2006

Há coisas que nunca mudam.

Faz-se os possíveis e os impossíveis por sobreviver lentamente, sem pressas, na vida que trazemos connosco, sem coragem para enfrentar as sombras.

Assombro o passado, tristemente, com medo. Viro-me, encontro segurança. Sobrevive, por cima de todas as noites sozinho e triste, na esperança de encontrar alguém. De te encontrar. Assustado procuro o encaixe. No meio do sorriso, da ternura. Dos filmes que vemos e fazemos. E dos que somos capazes de sentir juntos. Podia ser superficial. Podia ser apenas uma companhia para me fazer ver a claridade no meio da bruma em que me escondi. Mas não, recuso-me a ver a flor no meio do espasmo de sofrimento, no campo ceifado pela dor e pela derrota. Não pode ser. Tem de ser algo mais.

Tu.

Algo mais, para vermos além da poeira, e acreditar que há raízes e braços por dentro da terra que pus por cima das feridas. Sentir-me seguro no teu abraço, no teu riso.

Inundei os olhos sem querer saber porquê. Fazes-me feliz.

És tu. Demasiado tu para desaparecer após o momento. Não fujas.


Obrigado.

Álvaro Punhal.

segunda-feira, março 13, 2006

Ao meu encontro na estrada.

Disseste que vinhas
E não chegaste
Mudaste de planos, ok

Mas isso deitou-me tão abaixo
Espero que tenhas pensado bem
Estou triste que só eu sei
Preciso de alguém

Chaminés pretas deslizam
Nas janelas de mais um comboio
Casas e pessoas
Feias árvores falidas
E um céu angustiado
Tal é o meu quadro
Estou bem chateado

E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim está mal parada
Vou procurar calor
Mudar de estação

Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada

Pensei tanto em ti
Que não calculas
De manhã, à tarde e ao anoitecer

Andava louco de contente
Só com a ideia de te voltar a ver
Ahh, mas que grande idiota
Voltei a perder

Procuro no fumo e no vinho
A forma de chegar depressa à fronteira
Mas sei muito bem que a dor que sinto no peito
Não vai com a bebedeira
Pus-me a voar a cair
Da pior maneira

E agora toca a arranjar o buraco
Que eu tenho no coração
Vou mudar de cenário
Que a coisa assim está mal parada
Vou procurar calor
Mudar de estação

Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada
Há-de vir alguém
Ao meu encontro na estrada


Jorge Palma - Ao meu encontro na estrada.
Como só o Jorge sabe.

Filipa Amado.

quarta-feira, março 01, 2006

Promessas.

Rever-te, poderia ter sido verdade. Não fosse a queda normal.
Prometemos muita coisa, na certeza que nao as íamos conseguir cumprir.

Era inevitável, deixar o abraço pendurado, onde não o quisemos voltar a ir buscar.
Só queria conseguir olhar as marcas sem ter vontade de chorar. De sentir de novo a felicidade inebriante de amar.
Nada mais.

Ter-te aqui ao pé, será sempre um sonho?
E foges, sem qualquer tipo de razão que eu consiga perceber num sorriso ou numa lágrima.
Se ainda voltares antes de eu desistir de olhar o caminho...

Sabes sempre onde estou.

Augusto Fonseca.

PS: Pensei termos acabado com isto. Mas como sempre. Voltamos.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Sabes que...

Adoro-te.

quarta-feira, outubro 26, 2005

É tão fácil.

Dizer adeus...

E não voltar.

Desculpem.

Francisco Ventura.

terça-feira, setembro 27, 2005

É vir tarde, cansada.
Reescrever a saudade.
Forma cuidada de cair,
levemente.
No abraço.

Levantar, sair.
Confessar o erro.
Sentir, feliz
o conforto do regaço.
O sorriso nostálgico.
Do adeus.

Palavras? Acabaram as palavras,
deixaram de ser precisas.
Basta um gesto, a medo.
Rir, sem pensar
destruir as letras,
sentidas...
da palavra ontem.

Quero-te perto.

Filipa Amado.

terça-feira, setembro 20, 2005

Manifesto.

Podia ser fácil, sem despedidas. Desaparecer simplesmente. Partir simplesmente pelo prazer da chegada. Bater a porta. Descer para a rua, com lágrimas nos olhos.
Sem ressentimentos. Esquecer a despedida. Nunca a despedida. Seria mais difícil, talvez, esquecer o mundo que deixámos. Mas nunca a despedida. Rever conhecidos através de fotografias, de memórias, de sonhos. Trocar de estradas, sozinho. Criar laços, mas sem os quebrar. Nunca a despedida.

Não permitir a despedida, não seria justo abraçar para dizer adeus. Não faz sentido. Podíamos encher as caixas do correio com saudade, com fotografias dos novos mundos, com sonhos por realizar. Mas nunca com a despedida.

Mas nunca com a despedida.

Proíbam a despedida.

Francisco Ventura.

quinta-feira, setembro 15, 2005

E agora?

Foram juntos, sem medo
choraram, abraçados.
Esquecendo quem eram
falaram.

Mais tarde, acordaram sozinhos...
Reviveram histórias
na cama de sonho.
Celebraram vitórias.

E agora?

Não importa.
A vida continua.

Filipa Amado.

terça-feira, agosto 09, 2005

O fim.

Adeus.

Augusto Fonseca.

domingo, julho 24, 2005

Idades.

Hoje, cresci mais um pouco, aliás...

O bilhete de indentidade diz que sim.

19.

Não sei, começo a sentir-me velho... Quando tinha 10 fiquei contente por ter dois algarimos no nome, ter duas velas.

Quando fiz 18 fiquei contente por ser maior.

E agora, fico descontente por Einstein saber tanto sobre parar no tempo.
De que me vale viajar á velocidade da luz sem ser apanhar um calor de morte e parar?

E voltar para trás? Não?
Parai os relógios e abri os olhos. Aí, tudo fará sentido.

Francisco Ventura.

PS: Não me arrependo de nada, principalmente de ter conhecido quem sabe de quem estou a falar.

sexta-feira, julho 22, 2005

Calor.

Quando o calor vai embora, sem nunca ter estado.
Quando o beijo se sente, sem nos tocarmos.

Acordo suado, sonolento, com sede, meio morto. Levanto-me com calor, vagarosamente, não vá o chão dispersar-se e ficar sem forma. Não vão as pernas falhar-me e os olhos molhados deturpar a vista do que deixei para trás.

Bebo, deixo cair, parto o copo... Propositadamente. Piso os vidros no desespero de sentir algo.
Sangro, deito-me.

Dor?
Isso só quem pode sentir.

Olho o tecto, amarelado pelo fumo, e deixo-me cair no pesadelo de vida quando me levanto.

Sonho, enquanto durmo, na realidade inexistente da felicidade que criei no sono.
Não quero acordar...

Para quê?

Não, não morri.
Não para já...

Augusto Fonseca.

sábado, julho 16, 2005

Sabes que...

Amo-te.

terça-feira, julho 12, 2005

Amor.

Fingir que estamos perdidos,
é densa, a noite que somos,
em que navegamos.
A distância que não queremos sentir.
O choro que fomos.

O derramar de sal...
Onde queríamos olhar.
a luz cegámos.
Por medo...
Fugir do segredo.
Voar.

A queda pode ser agora,
já valeu a pena viver, saber
que cada minuto, cada hora.
cada momento.
Foram nossos.
E as asas que lançámos juntos ao vento,
Deixaram rasto.

Hoje, olhamos a tarde quente,
juntos no abraço que roubámos aos medos,
a noite que se sente...
Longe, por não querermos ir embora.

E agora, deixo-me estar
no falso conforto do colchão duro
das emoções que vamos levar
para sempre, pelas ruas fora.

A darmos as mãos.
Num aperto seguro.
Ou num beijo...

Filipa Amado.

Raízes

Deixa-me embalar-te o sorriso, lentamente. Com medo do medo que fomos.
De saber que nem sempre fomos nós, e que desejamos sê-lo, eu e tu.

Saber que não mentes, quando sorris.
Ver-te de longe, e reconhecer o passo de quem não quer esperar. De saber que corres de braços abertos para mais um abraço... De saudade.

Carente, sigo as luzes. Com medo de me perder.
Como um louco, tremo.
Ensina-me a acreditar naquilo de que sempre fugi.

Sair do lodo de sal e fumo em que me escondo.
De saber que sabes... E não mo dizeres, não é preciso.

Nada é preciso desde que me ames.
Gosto muito de ti meu amor.

Francisco Ventura.

domingo, julho 03, 2005

Ninguém.

Aquela que fui, outrora, dentro de ti, não sou.
Nem sei se eras mesmo tu, dentro de mim.
Tu, ou uma ilusão de alguém que foi.
Ninguém.

Acredito ainda no que acreditei.
O mesmo.
É por isso que me enrosco com mais força em ti.
Quando foges. Ou quando te deitas.
Em mim.

Filipa.

quarta-feira, junho 29, 2005

O acordar de manhã.
O sentir a ressaca.

De sentimento.
Ama-me por favor.
Uma vez mais abraça-me.
Gosta de mim.

E dói ver a despedida.
Não sei que ver,
o que quero.


Ou o que acredito.
Ou o que tenho medo.
Ou... ou.

O que sinto.

Filipa.

terça-feira, junho 28, 2005

O efeito de ti.

Acordar, com medo de ser um sonho... O escuro do quarto, a solidão.
As lembranças. Abraçar-te.
Cheirar-te, os beijinhos no nariz. O forma mais pura. O sonho tornado realidade.
O risco.

De não sermos nós. De termos medo.
Os mimos que podem ser necessidade mortal de sorrir. De encontrar algum calor.
O medo das incertezas.
Os olhos cor de vento, as expressões.
A saudade na despedida. O que ficou por dizer. O que temos medo de escrever.
Os sorrisos temporários, os amuos.

A saudade.
A saudade mata.
O medo destrói. Quero-te aqui.
As traseiras do conforto, a espera da iniciativa.

O querer descrever o que sinto e não conseguir.
Não, não te esqueço nunca.

Francisco Ventura.

sexta-feira, junho 24, 2005

Sou eu.

Não vejo porque não quero ver?

















Ou porque não me deixam?

Filipa.

quinta-feira, junho 23, 2005

Para quê?

Hoje não quero dormir.
Dormir para quê? (Não foi o que disseste?)
Pelo menos é disso que me lembro, de quando estavas aqui.
E não sei se alguma vez estiveste aqui.

E gosto de ti, aqui. A imagem de ti ao meu lado,
Tu do outro lado. Enquanto eu sonhava.
Nega o que quiseres, mas não negues o sonho. O sonho foi real.

"O sonho do lado errado da cama."
Porque não dizes o lado da cama errada? (Ao lado de alguém.)


Por mais voltas que dê aos lençóis onde nos perdemos, não consigo.
Porque as asas magoam quando tento deitar-me de lado, para não te acordar.

Ficas tão bonito no teu sono profundo.

Acordar-te para quê?
Amor para quê, meu amor?


Filipa.

quinta-feira, junho 16, 2005

Escuridão.

Ás vezes, acordo de manhã e sinto-me mal, por não saber o que fiz no dia anterior.
Sentir-me desatento ás lágrimas que me trespassam esta pedra.
Que sou.
Já não sei escrever, chego a casa mal, pego o que me faz ficar pior e bebo esse elixir que me esquece.

A merda que sou, e lutei por ser, por saber que não sofro assim.

E no meio dos dois goles que bebo, esqueço o anteontem que me negaste entre a musica.
Desligo a musica para não chorar, e choro sem ninguém ver. (Valha-me a escuridão.)

Como sabes que me apaixonei por ti e não lês... A ouvir o S e o G que não conheces...

Porque não podes conhecer.
No meio do marfim que cultivei, misturado com a lua de vinho que não quero ver. Só tu, amor vivo que não me queres conhecer...

Sou um perdido aos olhos do mundo.
(Antes ser desconhecido...).
E choro ao lado da guitarra, ao meu lado esquerdo, que Deus não destinou a nada.
E não podia.

Biscoitos sem sabor, que como no desespero de não regorgitar o amor que não me quis.
Possivelmente será a minha maior mensagem.

E para parar de escrever MERDA. Apresento-me como desconhecido que sou.
Porque amar foi coisa em vão.

Augusto Fonseca.

quarta-feira, junho 01, 2005

Não sei.

Acho triste acordar e estar aqui, a desejar-te a dormir comigo, escorregar para o lado.
Quer seja por susto ou por amor... E abraçar-te.

Não sei, sentir que acordo e te tenho aqui, e amar-te.
E de repente, estar sozinha no mundo. Olhar o espelho e apetecer-me espancar quem vejo.
Apetecer-me... Não te (me) conhecer.
Por te conhecer tão bem.

E saber que amas, sem querer.
E saber que te assustas por amar.

Inspirar-me na música que ouço, e sentir que sofro tanto por não querer saber quem sou. E chorar por isso.
E saber que te amo.
E não quero.

O barco virá, e vai-me levar para longe. Não porque quero, mas porque preciso.
Talvez porque nunca poderei sentir o teu beijo.

E mostrar-me os caminhos longos do sofrimento, pelo mar de sonho que encarei de frente e me cegou.

E olhei para o lado. Porque não queria ver.
Não sei que diga.

É para não dizeres que não cumpro o que digo.
Não te esqueço, por mais que penses.
Serás para sempre uma estrela... A única que sabe onde estou.

Likufanele

quinta-feira, maio 26, 2005

Cegamente.

Por mais tarde que seja, apetece-me dizer que sei quem és.
Não sei, pareces-me longe, por mais perto que tentes estar, e eu te rejeite.

Por eu ser um louco, perdido, fujo de ti.

Pelo medo do que me possas fazer.
Ao meu coração que morreu por ti.

Não dói, não pode doer. A pedra não sente a água, no entanto ela destrói, até criar o seu mundo, lá dentro. E passa sem pedir licensa.

É triste saber que não te posso amar. E falhar a caneta, porque não quero ver a minha caligrafia.

Oiço dias frios.
Mas não sei que sinta. Tenho medo de te ver a descer a rua que mais temo, mesmo quando lá passo.

Sei que não te posso ver, e choro.
Por saber que nos amámos.

É medo certamente. Sou um cobarde.

Por te amar.
Mas não te quero ver mais...
Lamento, mas prefiro ficar sozinho a ter que sofrer assim.

E doem-me os olhos e as mãos.
Chorar e escrever magoa muito...

Sentir.
Podes ficar sozinha, recuso-me a ir ter contigo.

Augusto Fonseca.

quarta-feira, maio 25, 2005

Carta.

Acordei hoje, no sofá marcado pelos corpos que lá deixo... Na luz mortiça da televisão.
Série cómica.

A minha vida é uma série cómica.

Mandei a carta, de manhã, mas já sabia que não ia chegar.
Por mais que tente, será impossível voltar a chegar a ti.

Não quero, simplesmente.
A luz ardente dos teus olhos... Marcaram-me tatuagens dentro.
A letra era ilegível.
O teu coração era de pedra.

Agora é tarde para ver-te de novo.
E, por mais que queira, não é para ti esta carta.

Porque não pode ser, nem chegou ao destino.

Augusto Fonseca. (Sabe bem voltar, nem que nestas circustâncias... Ando a perder qualidades.)

segunda-feira, maio 23, 2005

Farto de voar.

Não sei que diga, Benfica.

Fehér, é teu.

Álvaro Punhal.

sexta-feira, maio 13, 2005

Leãozinho.

Rapariga com chicote,
Anjo. Asas, loura, olhos azuis.

Não era eu.
Nunca fui eu, dentro de ti.
Fui?
Não sei. Também não eras tu.

Gostava de te sentir em mim,
Mas nem tu sabes quem és. Ou quem sou.
Não te sentes, dizes que não sentes.
Não é o mesmo. Não és o mesmo, mesmo sendo todos nós.

És mais do que pensas.

Amo-te? Existo?
Não sei. (Não sou eu)

Filipa Amado.

domingo, maio 08, 2005

Sei que é tarde...

...que devia estar a dormir. Que venho de me divertir.
Mas não deixo de me lembrar das mães, principalmente de ti avó, que nos deixaste há tão pouco tempo.

Para saberes que não te esqueço.

Beijo.

Francisco Ventura.

sexta-feira, abril 29, 2005

As 2 postas de merda, esta e a que está em baixo, morrerão se não comentarem todas as outras.. pelo menos a que estão abaixo das minhas. RENDAM-SE!!

Francisquinho. Sobriozinho. (TOU CMÓ AÇO!).

Que raio.



Que tipo de bêbado você é?




É coincidência com certeza...

Francisquinho.

Eu sou todos vocês.

E, na noite que caía, durante o silêncio da selva que habitava, o rei leão perguntou porque não o amavam.
Fácil seria julgar o rei da selva, por não saberem o que era ser rei. O que era não saber amar os que o rodeavam, o que era não saber quem o ajuda. Quem se sente pouco importante, quem se sente só. Só por não dizermos que o amamos.

Antes disso, era a tarde, caçavam para ele. Porque ele era o rei. E dizem-lhe que avança demasiado depressa, as presas fogem-lhe porque não as sabe abraçar. Já não sabe caçar. Poderia ser um contacto meramente táctil, mas na noite, respirarem todos o mesmo ar, serem todos uma causa comum. Podia ser apenas aquele momento... mas não, era bem mais que isso.

Ele tinha de caçar. Tinha de alimentar o reino, alimentar-se. Doente e velho, o leão não sabia o que fazer. A sua sabedoria resumia-se a ser rei, sempre foi rei. Pediu ajuda, ninguém o ouviu. Gritou, ninguém o quis ouvir. Perto dele, chegou a girafa e disse-lhe ao ouvido: "Nunca ouviste ninguém a pedir-te ajuda?"
Chorou. Sozinho e fraco, subiu ao trono. Pediu a todos os animais que fossem ter com ele, cada um com pedido.
Realizou todos os pedidos, saiu do trono e embrenhou-se na floresta.

As brumas que insistiam em não o deixar ver. O olhar felino, a escuridão ou a falta de alguem. O consolo de saber que fez algo por ele, e por eles. O mais necessário. Por sentir que a noite é mais um obstáculo a ultrapassar, por mais medo que ele tenha.

Acordou, tem medo.
Levantou-se, seguiu caminho pela manhã chuvosa, arrastando-se até onde conseguiu chegar. Não foi rei, mas foi amado, foi abraçado e acarinhado.

Acabou por morrer, algum tempo depois. Aprendeu mais nos ultimos momentos da vida, do que no tempo que governou. É fácil mandar. Difícil é saber porque mandar.

Ser rei, não foi importante. De que vale subir o monte, se depois não somos capazes de olhar para baixo?

Filipa Amado.

PS: "O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesqueciveis, coisas inexplicaveis e pessoas incomparaveis."

- A todos os que se lembram que sei amar, por mais frio que vos faça sentir.

- A todos os que se lembram do EU que gosto de mostrar, sei bem o que sentem. E choro quando me lembro.

-Amo-vos.

-Amo-vos. E sim, sou eu. Estradas do campo, levem-me a casa.

A todos os que não lêem.

Os acentos do título devem estar mal...

Começando.

Não sei. Ainda andam por aí, apesar de não me amarem.

Escondem-se nas sombras que vos odeiam.
E adoram-nas, de outra forma.
Quem se foi embora hoje? Marmeleira? Essa gente que ninguém ama mas eu existo?

É assim, saber que me esquecem facilmente. Seja eu quem for.

Augusto Fonseca.

terça-feira, abril 19, 2005

Avózinha.

Dia após dia, via-te decair para esse mundo de que tanto tinhas medo...
A morte.

Amo-te tanto, tenho tantas saudades tuas, de te beijar na testa, de ver o teu rosto enrugado pelo tempo, o teu olho amoroso azul.
E tenho de viver com a culpa de não te dizer amo-te, nos ultimos tempos que te restavam.

De saber que sofrias, por estar doente. Por quereres viver, plantar as tuas flores, cuidar de tudo quanto te rodeava. Por me protegeres.
Não há palavras para ti.

Acordar com a minha mãe a dizer que tinhas morrido... Ainda o choque não tinha sido o suficiente, ver-te dentro daquela caixa terrível, a cair terra dentro, a ir ter com o avô. Sinto tanto a tua falta.

Não merecias. Avó santinha que tanto amavas a tua dezena de netos, cada um á sua maneira, como cada um precisava.
Espero que estejas bem, a ver-me a escrever isto, a saberes que não te esqueço, nenhum dia.
Uma vez ensinaste-me uma oração, há muitos anos.
Que nunca me esqueço.

Desejo-ta a ti. Á tua alma santa. Que ficará para sempre connosco.
"Anjinho da guarda, minha companhia, guardai a minha alma, de noite e de dia."

Amo-te tanto.
Não há maneira de o dizer.

O que mais espero, é que estejas feliz. E no dia que tiver de ir para aí, estejas para me dar o teu beijinho amoroso. Porquê?
Porque tinhas de ir?
As tuas histórias, a tua vida longa.
Os teus sonhos.

Tudo quanto te rodeava.
Acho que vais gostar de saber que as hortênsias que plantaste aqui, estão todas em flor.

Estamos todos contigo.
Beijo grande. Sei que não devia chorar, estás bem aí, bem melhor que a doença que te possuia por dentro, destruia os teus sonhos. E os nossos.

Mas não me consigo sentir bem sem te ter aqui a apoiar-me.
Beijinho.

Francisco Ventura.

sexta-feira, abril 08, 2005

Não sei o motivo...

Não consigo dormir, faz-se tarde. A manhã vem, lentamente a caminho dos meus olhos.
Parecia bastar um pouco da vossa companhia, uma canção.

Agora, estar aqui sozinho... de papel e caneta.
Sem qualquer tipo de calor.
Espero e desespero, uma palavra.

Ou uma conversa. De saudades.
Nasceu qualquer coisa.

Seriam as noites, tardes, vidas... Que fomos.
Ou seriam os sorrisos cansados das noites mal dormidas.
As conferências na incubadora de ideias.

Tudo.
Tudo mesmo.

Francisco Ventura.

segunda-feira, março 28, 2005

CIFA 2005 (Curso Intensivo de Formação de Animadores).

Pode alguém ser quem não é?

Acordo, imagino-vos a ver-me sonolento, sujo.
Sem medos, sem saudade, sem qualquer tipo de ignorância.
Amo-vos.

Gostava que alguma vez vissem isto.

Directores, co-directores, sub-directores, participantes, co-participantes, seja quem for, estou mal.

Não sei, sinto a preocupação do Pedro.
Sinto a Ana a acordar-me.
Sinto o riso sério do Ricardo.
Sinto o silencio da Rita.
Sinto o desvario da Rita Pureza.
Sinto os pensamentos da Inês.
Sinto o riso do Vasco.
Sinto as interrogações da Catarina.
Sinto as perguntas do Jaime.
Não ouço a Rita Felício, por gozo. Mas ela sabe que a oiço, sempre.

Sinto a dor dos viajantes por irem embora.

Não sei que ouça.

Ouvir será realmente importante?

Estou embriagado de sentimento, choro a saudade.
Choro a saudade mesmo.

Dói.

Ás vezes o amor negou-me o que me deram. Compreender-me.
Ou pelo menos tentar.

A fuga pelo riso é fácil.
Difícil é entranhar.

Não sei. A minha cara também tem noites de Sº. João e mar.
Ou não.
As minhas lágrimas terão?

De todos os momentos que tive... Foram os melhores de todos.
Nunca me imaginei chorar por alguém que nunca tinha tido.
A Serra.

O Verde.

O Amor.

A Saudade.

O nosso mundo.

Não me serve na alma.
Vocês.

Espalhem a notícia de que nunca me lembrei. Que sinto mesmo a vossa falta.
Todos.

OBRIGADO.

Francisco Ventura.

quarta-feira, março 16, 2005

Ausência!

Temos estado fora, ausentes, ou o que quer que seja...

Antes que pensem que o Augusto se suicidou, eu me embebedei até á morte, a Filipa fugiu e o Álvaro foi de férias...

Não. Mas vamos estar ausentes mais algum tempo, e decidimos acordar a data para talvez daqui a 2 semanas.

Pedimos desculpa. Aliás, até nos vão agradecer por deixar de vos importunar com queixumes.

Francisco Ventura.

sábado, março 05, 2005

Invernos frios.

Não sei, acho que não sabes donde venho. Porque venho. Se venho?
Tira os olhos do leme, navega sem rumo... como eu.

Se podes afundar? Sim, certamente. Mas aí, estou novamente á tua frente disposto a salvar-te.
Ou salvar-me?

Augusto Fonseca.
Não consigo mais.